Instituto Federal de Santa Catarina, Câmpus São José

RISCO.sj

Author Ramon Mayor Martins, Ph.D. // @rmayormartins // IFSC SJ - Área de Telecomunicações

Risco de chuva e apoio à decisão sobre suspensão de aulas no IFSC Câmpus São José. O painel cruza alertas oficiais, previsão de vários modelos meteorológicos e áreas de risco da Grande Florianópolis, turno a turno.

Buscando dados

Carregando previsão

Recomendação por turno (selecione para ver os detalhes)

A janela de cada turno inclui o tempo de deslocamento antes do início das aulas.

Mapa de risco

Áreas de risco coloridas pela ativação estimada para o turno selecionado. Círculos são os municípios de origem dos estudantes, com tamanho proporcional à parcela de cada um.

Chuva hora a hora

72 horas anteriores (estimativa do modelo, não é medição de pluviômetro) e 48 horas seguintes (previsão). As faixas verdes marcam os turnos; a de contorno escuro é o turno selecionado.

Probabilidade pelo conjunto de modelos

Três formas de decidir

Cada método olha os mesmos dados de um jeito diferente. A recomendação final combina os três e nunca fica abaixo do que o alerta oficial indica.

Parecer por modelo de linguagem

Opcional. Envia o resumo numérico do turno a um modelo de linguagem pelo Worker configurado e devolve um parecer em texto. Sem Worker, copie o prompt e cole no assistente de sua preferência.

Comunicado

Rascunho gerado a partir da recomendação do turno selecionado. Revise antes de publicar.

Registro de decisões

Guarde a decisão tomada pela Direção. O histórico fica neste navegador e pode ser exportado para calibrar o modelo com casos reais.

Configuração
Simulação de cenário

Substitui a previsão por valores fixos para testar o comportamento do índice. Nada é salvo e os dados reais voltam ao desligar.

Municípios de origem dos estudantes

Pontos onde a previsão é consultada. A parcela pondera o índice regional; os valores iniciais são estimativas e devem ser ajustados com dados da Secretaria Acadêmica. A primeira linha é o câmpus.

MunicípioLatitudeLongitudeParcela (%)Código IBGE
Turnos e deslocamento
Pesos do índice

Os pesos dos cinco fatores de perigo são normalizados para somar 1. O peso da exposição (áreas de risco ativadas) é aplicado à parte.

Limiares de perigo

Cada fator vira um valor entre 0 e 1 por interpolação linear entre pontos valor:nível. Os padrões seguem os critérios de aviso do INMET para chuva (20, 30 e 60 mm/h) e vento (40, 60 e 100 km/h). O acumulado é medido na janela do turno, de 6 h antes do deslocamento até o fim das aulas (12 a 17 h), por isso seus pontos ficam um pouco abaixo dos 50 e 100 mm/dia do INMET.

Probabilidade e decisão
Áreas de risco

Para uso oficial, importe a setorização de áreas de risco do Serviço Geológico do Brasil (SGB) dos municípios da região, em GeoJSON (WGS 84) ou KML. O tipo (deslizamento ou inundação) e o grau (alto ou muito alto) são lidos dos atributos quando existirem.

Integrações
Arquivo de configuração
Metodologia e limitações

Dados

  • Previsão determinística: Open-Meteo (combinação de modelos), por hora, para cada município de origem: chuva, probabilidade de chuva e rajadas. As 72 horas anteriores vêm do próprio modelo e não substituem pluviômetros.
  • Ensemble: Open-Meteo Ensemble API, com os membros dos modelos ICON, GFS e ECMWF para o ponto do câmpus.
  • Coletor automático: um script no GitHub Actions consulta as fontes oficiais a cada 10 minutos e grava dados/alertas.json, lido pelo painel. Assim o navegador não esbarra em bloqueios de CORS e o feed nacional do IDAP, que tem vários megabytes, não precisa ser baixado no celular.
  • INMET: avisos meteorológicos ativos. Critérios para chuva: amarelo (perigo potencial) de 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia; laranja (perigo) de 30 a 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia; vermelho (grande perigo) acima de 60 mm/h ou de 100 mm/dia.
  • Defesa Civil: alertas publicados no IDAP (Interface de Divulgação de Alertas Públicos) em formato CAP 1.2, o canal que dispara o SMS 40199 e o Defesa Civil Alerta. Cada alerta traz polígono e códigos IBGE. Os níveis seguem a Portaria MIDR nº 2.458/2026 (baixo, moderado, alto, severo e extremo); quando o alerta não informa o nível por extenso, ele é deduzido da severidade CAP.
  • CEMADEN: chuva medida pelos pluviômetros automáticos (dados abertos). Ela substitui a estimativa do modelo nas horas que já passaram. As estações são associadas ao município pelo código (que começa com o código IBGE do município) e só entram janelas sem falhas de transmissão maiores que 2 h. Se a coleta automática falhar, um CSV baixado do Mapa Interativo pode ser importado no painel. O CEMADEN não publica API de alertas; seus alertas seguem para a Defesa Civil, que os divulga pelo IDAP. Um nível informado pela Direção pode ser lançado manualmente.
  • Áreas de risco: base inicial com posições aproximadas; a referência oficial é a setorização do SGB, que pode ser importada.

1. Índice ponderado (IRC)

Para cada município i e fator k (intensidade máxima na janela, acumulado desde 6 h antes do deslocamento até o fim do turno, chuva das 72 h anteriores, rajada máxima e alerta oficial), o valor observado vira um perigo hk ∈ [0, 1] pelos limiares configurados. O perigo do município é Hi = Σ wk hk. O perigo regional mistura a média ponderada pela parcela de estudantes com o pior município: H = 0,7 Σ si Hi + 0,3 max Hi. A exposição E mede quanto as áreas de risco são ativadas (deslizamento responde mais à chuva antecedente; inundação, à intensidade). O índice é IRC = 100 [(1 − λ) H + λ E], com λ igual ao peso da exposição. Se a opção de piso estiver ligada, alertas oficiais elevam o índice a no mínimo 25, 50 ou 75 pontos.

Faixas: abaixo de 25, manter; de 25 a 45, atenção; de 45 a 65, flexibilizar; de 65 a 80, suspender o turno; acima de 80, suspender atividades presenciais.

2. Probabilidade e custo-perda

A probabilidade meteorológica é a fração de membros do ensemble que, na janela do turno, passam do limiar de acumulado na janela ou do limiar de 3 h, com o estimador (k + 0,5) / (n + 1) para evitar 0% e 100% absolutos. Cada nível de alerta oficial tem uma probabilidade associada, configurável. As duas evidências se combinam como P = 1 − (1 − Pmodelos)(1 − Palerta), o que supõe independência entre elas.

A decisão segue o modelo clássico custo-perda: suspender custa C (aula perdida, reposição) e manter durante um evento custa L (estudantes expostos no deslocamento). Suspender é a escolha de menor custo esperado quando P ≥ C/L. Uma razão de 0,30 significa que a Direção aceita suspender em vão cerca de duas vezes para cada vez em que evita um evento perigoso.

3. Inteligência artificial

Um sistema de inferência fuzzy do tipo Mamdani, executado no navegador, recebe quatro entradas (chuva prevista, saturação do solo, alerta oficial e exposição), aplica 12 regras escritas em linguagem natural e calcula o grau de suspensão pelo centroide. As regras disparadas aparecem na tela, então a decisão pode ser auditada. O parecer por modelo de linguagem é opcional e apenas comenta os números do painel.

Combinação

Por padrão, a recomendação é a mediana dos três métodos. Com o piso ligado, nunca fica abaixo do nível indicado pelo alerta oficial (moderado ou amarelo pedem atenção; alto ou laranja pedem flexibilização; severo, extremo ou vermelho pedem suspensão).

Limitações

  • Pesos, limiares e probabilidades por alerta são valores de especialista e ainda não foram calibrados com o histórico do câmpus. O registro de decisões existe para permitir essa calibração.
  • A previsão tem resolução de alguns quilômetros e não representa chuvas muito localizadas.
  • Sem o coletor (por exemplo, abrindo o arquivo fora do GitHub Pages), o painel tenta o INMET direto ou pelo Worker, e a Defesa Civil fica no ajuste manual.
  • Os formatos do IDAP, do INMET e do CEMADEN não têm documentação pública estável. O coletor registra o que encontrou em dados/alertas.json (campo diagnostico) para facilitar ajustes.
  • O painel apoia a decisão e não substitui comunicados da Defesa Civil nem a avaliação da Direção.

Referências

  • Thompson, J. C. (1952). On the operational deficiencies in categorical weather forecasts. Bulletin of the American Meteorological Society, 33(6).
  • Murphy, A. H. (1977). The value of climatological, categorical and probabilistic forecasts in the cost-loss ratio situation. Monthly Weather Review, 105(7).
  • Mamdani, E. H.; Assilian, S. (1975). An experiment in linguistic synthesis with a fuzzy logic controller. International Journal of Man-Machine Studies, 7(1).
  • Brasil. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Portaria MIDR nº 2.458, de 30 de julho de 2026 (Idap e Defesa Civil Alerta).
  • Serviço Geológico do Brasil. Setorização de áreas de risco geológico (repositório RIGEO).
  • Zippenfenig, P. Open-Meteo.com Weather API. Zenodo. doi:10.5281/zenodo.7970649.